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Liberto-me Acordo das trevas
infinitas de um mundo que me cobrou lágrimas de
sangue... Deixo para traz erros cometidos, alguns
infantis. Sepulto a mágoa... Visto-me com a capa do
desespero de quem precisa
continuar a respirar, e, saio em busca da renovação de
minh’alma, que, por vezes, entregue foi aos
incrédulos. Busco agora nos bosques que domino com minhas
mãos, nas águas dos oceanos dominados pelo meu
olhar, entre a fonte que me fará
renascer... Existe lá fora um dia novo a
despontar, e ele me pede que
reaja; Mostre aos que me
cercam que o amor pode encontrar-se com quem dele
necessite... As ofensas lançadas, o descaso, a falta de
afeto, Foram as pagas por carinhos
eternos... Mas, seria eu, sem dúvidas, mendigo do
amor se trilhar por este caminho que nada, nada mais me
diz. Se existe quem me despreze;
existe certamente alguém que me queira!
Nenhuma alma voltou para ter que passar os seus
só... E não serei uma
destas... Se de pedra bruta te fiz a jóia mais
rara, agora deixo-te na selva que
procurastes... Lanço-me com as forças que ainda
tenho a procura de quem realmente possa ter o título de propriedade do cristal mais puro, eu e meus dons, eu e meu mundo
encantado, conquistado através dos
tempos... E, este é só meu coisa que ninguém poderá
retirar-me... Cá estou eu a começar novamente uma grande
luta, talvez, mais uma vez vença ou,
talvez... Seja lá ao final derrotado como fui
agora, mas o que importa é que
tentei... E, mesmo que não
aceites; foi por mim que conhecestes tudo sobre o
amor. Certamente dizem que sou
louco... talvez tenha sido...louco ou
cego? mas covarde nunca!... Paulo Nunes Junior
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