Jardim
da vida...
Começo a
caminhar entre esta gente que se diz
adulta, desligo-me do tempo a força, de meu mundo
encantado. Onde só
existia o sorriso e a inocência, Onde eu era cuidado e zelado. Se foi
enfim a infância... Desponta-me a
adolescência e com
ela, começo agora, a conhecer a dor, a
ingratidão, a paixão. Entre
estes sentimentos, deparo-me com um do qual terei que semear um jardim de
amigos... Enfim, são sementes que nos surgem ao
caminho. Algumas
se tornarão grandes arbustos; outras, árvores que nos recebem oferecendo inclusive
proteção; outras, colocadas neste jardim, tornam-se ervas daninhas prontas a
atacar... (Amigos jovens, chamados de pequenas flores
ainda, em nosso bosque da vida)... Outros enfim... são flores raras e estas vão nos acompanhar até o
túmulo, outros até mesmo pós... Este
sentimento se faz presente em todas as
relações, Não pode existir um amor verdadeiro, de mãe, de pai, de irmão, de família, sem uma amizade profunda! Não poderá existir um amor carnal
forte que não se carregue do sentimento de fidelidade e
respeito; São as águas que regam estas sementes chamada
amizade... Feliz,
percorro meu jardim e hoje, já muito tempo depois da perca de minha
inocência posso vê-lo repleto de flores. Com
árvores frondosas a me proteger. Neste jardim de encanto (que é meu) sou o
jardineiro, Mas, todos os ensinamentos de como lidar com minhas
flores, algumas delicadas ainda, Vêm do Senhor do Universo meu grande
amigo... Para alguns invisível, para mim bem
visível... Na medida
que, posso ver a cada dia minhas flores crescerem e
ampliarem, mesmo que às vezes, alguma flor desgarrada transforme-se em
serpente... Quem sabe um dia ela volte... Afinal, este Senhor me ensinou: Sempre fazer do perdão e do
entendimento o grande segredo que utilizo em meu
jardim. Paulo
Nunes Junior SP
Brasil
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