Estranho
Caminho As amarras
do amor que me fizeram vir até aqui
quebram-se... Lanço-me a
este caminho que me leva ao desconhecido, e
agora? O que
poderá me ser apresentado neste caminho infinito, que provas terei que
suportar? A quem
pedirei para acalentar minhas dores, encontrarei
as mãos que busco?... Haverá
neste caminho o amor a minha espera como se
doce flor fosse, Ou,
espera-me a lâmina a decepar-me de vez levando-me
deste mundo de expiações... Poderá este
caminho, ao menos em seu decorrer, oferecer-me
a lembrança do que deixei para trás e me fez
tão feliz... Ou,
espera–me a cobrança pelo fracasso? Será que
encontrarei a resposta de tudo Ou, sairei
deste caminho como um tolo?... Enfim, este
novo caminho que passo a avançar em busca de
minhas verdades, Poderá
conceder-me a paz para alma? e
devolver-me o sorriso criança... Poderei
encontrar as mesmas flores que deixei
para trás Ou, me
serão ofertados espinhos tais que se
farão minha coroa, Nada
sei... Mas,
lanço-me a este desconhecido em uma fuga
sem limites, de mim
mesmo talvez! Paulo Nunes Junior
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