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TEMPO!... Ah senhor chamado
tempo... Amigo de minhas dores, confidente das minhas
decepções, médico de minha alma. Tempo que leva as impurezas
lançadas, Tempo que sepulta o
rancor, ah tempo!... Que renova dando-me novas
chances, Tempo que me apresenta os raios de
luz depois do temporal; Tempo professor franco, amigo doce e amargo; Tempo de cada dia de
vida, dos dias novos para caminhar com
dignidade. Tempo... Senhor que revela a
verdade, contra vós nada poderão os falsos,
os mentirosos, os
criminosos... tu retira-lhes as
máscaras. Tempo que faz a história de quem
ama, sepulta os contos de semeadores da
intriga. Tempo que nos apresenta os verdadeiros
amigos, de forma dura os falsos
amores, Tempo que se vai... Só não vos temem os que contigo vivem
Em comunhão do amor. Senhor tempo, senhor dos
senhores, Em cujo único
comandante é o Rei do Universo, Dá-me a correção que
necessito... Não temerei o novo
amanhecer Pois que ontem, diante de
vós, com meus atos cumpri o meu
papel. A ti não temo! A ti me entrego
tempo! Paulo Nunes Junior
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