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Puras, solitárias,
operárias do amor! E
lá vem ao longe, aos poucos podendo ser avistadas solitárias.
Agora se fazem,
carregam marcas profundas... Se um dia belas e
formosas; Hoje, no visual
externo, cansadas e marcadas, Mas, quando tocadas
dotadas de uma força, de um acalento sem
limites... Se, ontem
despreparadas e
lançadas muitas vezes a erros que a própria vida
oferece; hoje, cuidadosas tomadas por
ensinamentos profundos... Se, ontem erros
cometidos; hoje cautelosas, a
ensinar a quem se destine a aprender... Se, antes exerciam o
fascino através sempre da aliada sedução, Hoje; o fascínio vem
do equilíbrio da alma que a cada momento
ofereceu aprendizado de lapidação. Hoje, porém
solitárias e sozinhas prosseguem, Jamais deixando de
ensinar e conduzir a quem delas precise, nunca deixando de
mostrar a cada um que se deve
acreditar no amor acima de tudo E, mesmo elas
cansadas continua a sua trajetória. Afinal, elas são as
mãos... Mãos, que ontem
jovens, experimentaram todos os prazeres mesmo os
passageiros... Hoje já amadurecidas
se fazem mestres no ensinar, já foram mãos
amigas, mãos de acalento,
mãos de pai, mãos de
mães, mãos operarias... Enfim estão a escrever suas
historias... Ah
mãos... Que instrumento
fantástico nos dá o Rei do universo! Paulo Nunes
Junior ![]() ![]() ![]() ![]() ![]()
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