Nossos Olhos!...
Ah
dia aquele!...Que chamado às
pressas,
fui
atender o clamor de um coração
desesperado...
Eu tão forte, tão seguro de mim,
de
meus passos sozinhos,
para não ser tocado, machucado...
Fugindo do amor...
Eis que te vejo!...
Naquela casa entre os teus, nossos
olhos!...
Naquele instante, falaram, um ao outro...
Será
você?...
Minha
alma tremera...o corpo em
calafrio...
Medo!...Medo!...Ah que
medo!...
Você
com seu jeito fechado
parecia comandar o próprio mundo, algo
intocável...
O
amigo que me acompanhava disse-me:
“-
Pois é meu caro, agora você esta
perdido,
entrou naquela casa como alguém pronto a
socorrer
e
agora quem pede socorro é você!”...
Tentei de todas as formas
esquecer-te,
quanto mais fugia desesperado, mais você se
aproximava...
Nossa!...Que dia aquele em que te
aceitei,
parecia-me que iniciava um novo
mundo,
Com
você eu conheci o verdadeiro amor,
Em
sua pele conheci o verdadeiro
prazer,
Em
tua companhia senti a palavra
proteção...
Com
você também conheci a dor, o
pecado,
a
indiferença, até mesmo a traição...
por
nós dois, na ânsia do mútuo
esquecer,
Como,
se adentrei pelas portas de tua
alma?...
Você
pela minha, nossos olhos!...
Através desta porta selamos nosso amor
eterno!...
Algo tão forte que
nenhuma força da terra é
comparada,
Amando-nos sentimos a sensação dos terremotos, dos
vulcões.
Sentimos a brisa do mar, nosso cheiro se confunde com as
flores,
As
vozes com o cantar dos pássaros mais
raros,
Somos
assim, enfim...
Não
adianta mais correr,
Entreguemo-nos a este amor de
chamas.
Amor
às vezes bandido, mais tão forte que tudo
supera,
Amar-te-ei pela eternidade!
Paulo
Nunes
Junior



