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Eu só queria
existir Apresento-me em diversas
formas, bato às portas dos corações
amargurados, acalento os carentes, levo alegria,
tristeza e reflexão, alimento sonhos, aproximo pessoas, adentro o coração do pequeno e do
grande. Consigo penetrar em qualquer nação,
sem necessidade de passaporte ou
documentos. Sou minha maior
identificação. No lar sou recebida pela
criança, posso ser sentida pelo
apaixonado, sou usada como instrumento de
conquista, pelo rebelde como grito de
revolta, ao coração com dor sou
analgésico, ando de mãos dadas com a pureza, com a
verdade, sou franca,
mas às vezes penetro em um mundo de
fantasias... Adulta e séria transformo-me em criança
pura, brinco com outras amigas e cirandamos felizes
passando de mão em mão,
em lares, atravessamos a tela virtual
tocamos os sentimentos mais
profundos. Nosso aliado, às vezes com as mãos tomadas
pelo cansaço, vem e nos coloca frente a
inúmeros, ficamos felizes quando somos compreendidas
tristes quando nos fazem, os que nos guiam pelas mãos, instrumento de ataque, injúria, mentiras,
mas mesmo assim prosseguimos nosso
caminhar. A mim e meu companheiro na fonte de
esperança. Somos
enfim, O grande colorido dos que vivem sem
cor Somos
simples, outras vezes em
gala, Sempre estamos lá tocamos e confortamos somos
entendimento. Ah, pergunta-me quem
sou? Eu sou a
Poesia! Meu condutor o Poeta, o porquê
vivo? Para quem
existo? Oras para
você, Sempre pra você que acabou de me dar atenção.
Paulo Nunes Junior
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