Rosas Solitárias
Entre meus
pensamentos,
vem a tua imagem;
fecho os olhos, adentro a tua
alma,
sinto-te por inteira dentro de
mim.
Penetro em tua
pele,
chego a sentir teu sabor,
as lembranças vêm como
tormento
a castigar-me neste sonho
infinito
de ter-te em meu
leito.
Acordo, corro para a
varanda;
lá está o mar a
saudar-me...
Grito por teu
nome,
a brisa responde-me com teu
cheiro;
saio sem destino à procura de
ti;
a cada
alameda,
a esperança renasce em
encontrar-te.
Sem
destino, como peregrino solitário,
percorro, adentro a becos e sem medo
do escuro e de nada, te
procuro...
Vou ao encontro dos
oceanos,
entre as areias
alvas,
passo a
procurar-te...
Vem a noite por
fim,
senhora impiedosa a
mostrar-me
que mais um dia se foi
...
e de ti agora só tenho as lembranças
doces
do maior amor
vivido,
a essência da luz
que vive as linhas,
em que escrevi hoje um livro
de paixão e
sedução,
mas também de nostalgia e
dor...
Adentra a minha alma a esperança
de ser amado novamente por igual
anjo;
a esperança me faz continuar
a luta nesta terra que, por
vezes,
tira-me o encanto, mas não mata as
saudades.
Agora, me volto a nosso
recanto
e deparo-me enfim com as rosas
na mesa brancas como
sempre;
afinal, terias sido tu a
deixá-las,
ou elas são mais fortes que o
tempo
resistem a tudo,
pois simbolizam o meu amor
por ti;
bem, lá estão eu e elas,
agora,
só nós à tua
espera...
Paulo Nunes
Junior
SP/Brasil



