Eu só queria existir Apresento-me em diversas
formas, bato às portas dos corações
amargurados, acalento os carentes, levo alegria,
tristeza e reflexão,
alimento
sonhos, aproximo
pessoas, adentro o coração do pequeno e do
grande. Consigo penetrar em qualquer nação,
sem necessidade de passaporte ou
documentos. Sou minha maior
identificação. No lar sou recebida pela
criança, posso ser sentida pelo
apaixonado, sou usada como instrumento de
conquista, pelo rebelde como grito de
revolta, ao coração com dor sou
analgésico, ando de mãos dadas com a pureza, com a
verdade, sou franca, mas às vezes penetro em um mundo de
fantasias... Adulta e séria transformo-me em criança
pura, brinco com outras amigas e cirandamos felizes
passando de mão em mão, em lares, atravessamos a tela virtual
tocamos os sentimentos mais
profundos. Nosso aliado, às vezes com as mãos tomadas pelo
cansaço, vem e nos coloca
frente a inúmeros, ficamos felizes quando somos compreendidas
tristes quando nos fazem, os que nos guiam pelas mãos,
instrumento de ataque, injúria, mentiras,
mas mesmo assim prosseguimos nosso
caminhar. A mim e meu companheiro na fonte de
esperança. Somos enfim, O grande colorido dos que vivem sem
cor Somos simples, outras vezes em gala, Sempre estamos lá tocamos e confortamos somos
entendimento. Ah, pergunta-me quem sou? Eu sou a Poesia! Meu condutor o Poeta, o por que
vivo? Para quem existo? Oras para você, Sempre pra você que acabou de me dar
atenção. Paulo Nunes Junior SP-Brasil 01/07/2006


