Driblando
a Adversidade
A capacidade do ser
humano de superar adversidades é inacreditável. E certos exemplos nos levam a
acreditar que o ser humano ainda não descobriu tudo de que é
capaz.
Também nos servem de
exemplos para nossas próprias vidas. Um desses é o pianista João Carlos
Martins.
Começou a estudar
piano aos 8 anos de idade. Após 9 meses de aula vencia, com louvor, o concurso
da Sociedade Bach de São Paulo. Um prodígio.
Rapidamente ele
desenvolveu uma carreira de pianista internacional. Tocou nas principais salas
de concerto do mundo.
Dedicou-se à obra de
Bach.
No auge da fama,
sofreu um grande revés. Jogando futebol, sua outra paixão além da música, caiu
sobre o próprio braço. O acidente o privou dos movimentos da
mão.
Para qualquer pessoa,
uma tragédia. Para ele, um desastre total. Mas não se deu por
vencido.
Submeteu-se a
cirurgias, dolorosas sessões de fisioterapia, injeções na palma da
mão.
E voltou ao piano e às
melhores salas de concerto. Com dor e com paixão.
Mas a persistência de
Martins voltaria a ser testada. Anos depois, vítima de um assalto na Bulgária,
foi violentamente agredido.
Como conseqüência,
teve afetado o movimento de ambas as mãos.
Para recuperar as suas
ferramentas de trabalho, voltou às salas de cirurgias e à
fisioterapia.
Conseguiu voltar ao
amado piano mais uma vez. Finalmente, em
Era o fim de um
pianista.
Afastou-se do piano,
não da sua grande paixão, a música.
Aos 63 anos de idade,
ele foi estudar regência. Dois anos depois regeu a Orquestra Inglesa de Câmara,
em Londres.
Em um concerto,
Ele precisou decorar
todas as notas da obra por ser incapaz de virar a página da
partitura.
A platéia rompeu em
aplausos.
Mas João Carlos
Martins ainda tinha mais uma surpresa para o público, naquela
noite.
Pediu que subissem um
piano pelo elevador do palco. E, com apenas três dedos que lhe restaram, ele
tocou uma peça de Bach.
A Ária da Quarta Corda
foi originalmente escrita para violino. É uma peça musical em que o violinista
usa apenas a corda sol para executar a bela melodia.
Bom, Martins a
executou ao piano com três dedos.
E, embora não fosse a
sua intenção, a impressão que ficou no ar é que todos os presentes se sentiram
muito pequenos ante a grandeza de João Carlos Martins.
Como Martins, existem
muitos exemplos.
Criaturas que têm
danificado seu instrumento de trabalho e dão a volta por cima, não se entregando
à adversidade.
Recordamos de
Beethoven, compositor, perdendo a audição e, nem por isso deixando de
compor.
De Helen Keller, cega,
surda, muda se tornando a primeira pessoa com tripla deficiência a conseguir um
título universitário.
Tornou-se oradora,
porta-voz dos deficientes, escritora.
Pense nisso e não se
deixe jamais abater porque a adversidade o abraça.
Pense: você a pode
vencer. Vença-a.
Momento
Espírita
Desejo a todos bons
sonhos
Beijos em teu coração

“Construamos a paz
promovendo o bem”
