


QUANDO O MEDO ESCURECE A VISÃO,
O POETA VÊ COM A ALMA, CANTA COM O CORAÇÃO!...
SE VESTE DE AMOR, BUSCA DEUS...
MOSTRA AO MUNDO QUE, ACIMA DE TUDO,
ESTÁ O ACREDITAR, TER FÉ...

130
Poetas com
PAULO NUNES JUNIOR
E
JRONALDO=JR
Em
Medos da Alma

121-MEDOS!...
Carmen Cristal
Os medos
Estão inerentes à tristeza,
Intrínsecos à dor...
Determinam,
Por suas próprias leis,
Os caminhos humanos...
Como um animal faminto,
Vão corroendo a alma,
Enfraquecendo a fé...
Transformam o homem em
Uma marionete,
Perdido de si mesmo!...
Impiedosamente, o tornam
Escravo de suas angústias,
Subjugando-o à solidão.
Um ser sem esperança,
Dominado pelos sentidos,
Afasta-se dos sonhos,
Perde a capacidade de lutar,
De ter ilusão...
Medos e culpas são
Fontes de desilusão,
Sentidos negros
De um mundo sem cores;
De uma vida sem sabores...
Reflita,
Sinta Deus como Totalidade;
Acredite na força do desejo...
Não permita
Que os medos lhe invadam o coração,
Dominem sua vontade.
O mundo é construído por nós,
Que pela essência do amor fomos feitos,
À semelhança do Criador!...
Portanto, sejamos
Cada um sua força, beleza interior,
Um elo a mais para o Universo,
A soma dos valores divinos,
Mensageiros da serenidade...
Santo André-SP
04/12/2007-15:46s
**********
122-DÚVIDAS
Sonia Pallone
"...Dores estranhas me assolam...
Dores de saudade, dores de inquietação...
Ensimesmada aqui,
neste canto me acho, ou me perco, não sei.
As revelações
no meu interior
chocam-se e vazam
através dos poros da minha consciência.
E tão trágica
quanto a verdade,
é a minha impotência diante
do medo que isto me traz...
O confronto entre o certo
e o errado,
cobram de mim a postura correta.
Não sei qual é, Deus!
A escuridão da
sabedoria é cerrada.
Nenhuma luz vislumbro.
Durmo na minha ignorância..."
***********
123- QUE ALMA É ESSA ?
Luiz Poeta
Luiz Gilberto de Barros
Às 19 h e 58 min do dia 15 de dezembro de 2007 do Rio de Janeiro,
Especialmente para a Ciranda Alma.
De que alma tu tens medo ?
...da alma do outro mundo ?
...ou da que guarda um segredo
E o revela num segundo ?
Que alma é essa, meu Deus ?
...que mistura a fantasia
Com pensamentos ateus
Que o teu olhar denuncia ?
Alma que ama e que mente,
Alma que torna demente
Quem diz que não sente amor...
Ou essa alma vazia,
Que manifesta alegria
No instante em que sente dor ?
**********
124-O MEDO
Silvia Trevisan
Sinto a morte levemente,
chegar.
Sangrenta, imaculada morte ,veio, à mim, buscar.
Já se faz tempo...
Aqui jaz, meu corpo sem mim..
Ossos descalcificados,
pobre de mim...
Pele, não mais é, de que um pequeno, querubim.
Nem dor, suor,
apenas fragrância de jasmim.
O medo aproxima-se..
é o enredo da vida que termina.
Filme da vida deteriorando há sete palmos.
Terra, ervas daninhas, barro vermelho, sobre mim.
Digo adeus ao começo , meio e fim.
Adeus ao corpo,
matéria sem proveito, que agora em minha alma
eu rejeito!
Não devo ter medo..
Adeus ao apego!
E assim se fez,
a morte,despdida.
Deu-me o sossego..
Deu-me o fim!
Curitiba,15 dezembro,2007
***********
125-O Medo
Alcina M.S.Azevedo
Medo de viver
Medo de perder alguém
Medo de sofrer
Quem nesta vida não sente medo?
Quem nesta vida não tem um segredo?
Todos buscam a felicidade
Mas existe no mundo tanta maldade.
Porque Deus criou um homem tão imperfeito?
Até quando o homem terá seu livre arbítrio?
Enquanto isso não acontece
Existirá o medo.
***********
126-Medos da alma
Príncips
Sofre a alma no nascedouro
o medo que se cala
Reinando submissos sorrisos em pérolas e valas
Sina algoz redesenhada e forjada ao foro íntimo
Rasgando aos poros e sangue seu sentido ínfimo
Céleres veios antes
contidos e imperceptíveis
Tornando porções guardadas, forças invisíveis
Desvendar que ao velho espírito exala humano
Materializando, se piscarem, olhos mundanos
Premonição
de receios e desejos limitados
Onde a áurea se pôs no inverno bem cedo
Ao que o dia passou e nada a dor ameniza...
Mas, que ao sopro do tempo
a nova brisa
Transportando o arado em desespero passado
É a coragem de amar que supera os medos...
16/12/07
**********
127-Medos da Alma
Reny Carvalho
Definha a alma pouco a
pouco na arte da rejeição
A febre dos loucos na vida que teci nas mãos
Estigmas de ações indignas da mente
E voam os pensamentos iminentes
Objeto lúdico...
Ressoa nas mãos queimando
Selvas em relvas que vertem sangue em presente
Lentamente e insistente toma conta...
Paira no céu da loucura, viaja estridente
Sinto além do que
vivo o ausente
Transtorno de ansiedade compulsiva
Confunde-se certo e errado das lamas tingidas
Cravo a espada do medo
– anjos do mal
Retiro o peso da consciência
Liberto o escravo, o servo da vida dual
16/12/07
************
128-MEDO DE MINHAS MÁGOAS
Deleniralmeida
Jamais imaginei sentir-te
assim tão perto...
Pois em nenhum momento da vida,consegui
Ver-te tão longe de mim...
Foram tantas e tão doridas minhas mágoas de ti,
Que temi levar comigo
até a morte,
Todas as renúncias que precisei fazer
Por amor a ti... Embarquei tantas vezes
Em mil portos, vaguei tão só em
Tantas estações
sem ti, que até acreditei
Nunca mais voltar a relembrar-te assim...
Magoada e ferida pelo amor imenso que
Tanto guardei por querer-te em mim!...
Sinto medo de mim...medo
por mim...por nós...
Nunca chegaria ao porto seguro sem ter amado
Tanto a ti...porque foi este medo de chegar só,
Que conduziu-me aqui, tresloucada pelo amor
Imenso que por toda vida
dediquei a ti...
Hoje sou luz, deixei as trevas! Os medos
E vazios que deixaste em mim, afastei
Pela força desta fé que abracei sem ti ...
Vou sem medos...vou sem
ti...
Vou em paz...encontrei na fé a
Esperança de ser feliz, mesmo que não
Estejas mais aqui...
Maricá-RJ - 16/12/2007.
***********
129- Meus Medos
Pedro Giachetta
Dos dias que vivi
Pude ver
A fome, a miséria do povo.
A triste luta para sobreviver
È muito aterrorizante a destruição do ser humano
Todos procuram a perfeição
A luta para ser melhor
E esquecem da humanidade
Esquecem o espírito de carinho
De amor
E partem a esmagar outros iguais
É tão apavorante pensarmos
Que a loucura está em nós
Uma grande cidade
Vemos luzes, prédios altos.
Construções em busca de mais e mais
Caminho sem fim
Essa grande luta é pelo que?
O que através disso tudo procuramos
Se a morte nos levará tudo
Andando pelo vale das sombras a selva de pedra
Vejo o total esquecimento do sentimento
Pessoas nascem e crescem
Vivem como robôs
Do sistema a selva de pedra
Essa corrida desesperada
Traz descontrole
Traz a loucura
Vejo gritos gemidos de dor
Vitimas inocentes sofrem
Esta ai a destruição do ser humano
O louco
Que parte aterroriza
Vejo o medo das pessoas que sofrem em ataques
Os gritos desesperados ao abrir de suas bocas
***********
130-TENHO MEDO (C)
Cinthia Xavier
No anoitecer te espero
Sonho vão de querer sincero:
Não me vens
Tenho medo de não mais sentir teu toque
Nem contigo estar instantes de eternidade
Meu corpo soluça: Quanto querer!
Mas tenho medo que o sentimento
Que de mim exala, te afaste
Prefiro o estar inconstante
À ausência eterna
A espera angustia e a incerteza consome
Tenho medo do que posso esperar
Às vezes quero ir ao longe
mas não consigo me afastar
Incessante vício:
Beijos, carinho, companhia, corpo...
Não entendo
Não me soltas, nem me prendes
Não me falas, nem se cala
Apenas deixas a sombra do que queres
E as marcas que não me deixam te esquecer.
***********
