


QUANDO O MEDO ESCURECE A VISÃO,
O POETA VÊ COM A ALMA, CANTA COM O CORAÇÃO!...
SE VESTE DE AMOR, BUSCA DEUS...
MOSTRA AO MUNDO QUE, ACIMA DE TUDO,
ESTÁ O ACREDITAR, TER FÉ...

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Poetas com
PAULO NUNES JUNIOR
E
JRONALDO=JR
Em
Medos da Alma

111-MEDO
ANDRÉA MAIA
MEUS PAVORES QUE SE ESCONDEM,
SONHOS PERDIDOS PELO CAMINHO.
VENTOS SEM DIREÇÃO
NOS ARRASTAM SEM PERDÃO.
CORPO MEU NO QUAL MERGULHO
BUSCANDO MINHA ALMA ESCONDIDA,
MEU TEMPO JÁ PERDIDO.
MEDO QUE A MIM SE PRENDE,
QUE NADA MAIS ENTENDE.
É ALMA FRIA...
ALMA VADIA...
VAGANDO...VAZIA!
30.11.2007
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112-Medos da Alma
Lúcio Reis
Do homem traiçoeiro
tenho medo
Do ser fingido, de ente arremedo
Quero estar mil léguas distante
Pois de personalidades destoantes
A mentira e a falsidade, existem realmente
Parece serem pessoas de material reciclado
Cujo sentimentos concretamente
Na oficina da maldade foram montados
Mas para algo eles servem, é verdade
Como a outra face da moeda, a comparatividade
E assim saberemos distinguir a real amizade
A leal e indiscutível cumplicidade.
Belém do Pará
01/12/07
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113-Medo do medo
Lara Cardoso
Há o medo de temer,
de enfrentar as duras penas
que a vida impõe,
ter medo de fraquejar
e de tanto medo, nem viver...
O mundo é apavorante
quando o perigo acena
e nos faz sentir fracos
diante do que se supõe
É a pior mazela
estancar-se diante do perigo
e esquecer do Pai
pois, a certeza de um abrigo
é o que melhor da vida se extrai
Essa teoria é a
que sigo!
O medo deixa a pior seqüela
que é não perceber
o quanto a vida é bela
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114-Meus medos
Maju Guerra
Os meus medos, os trago
bem guardados,
a sete chaves trancados.
São meus fantasmas escondidos,
em um quarto escuro da alma,
e sobre eles, prefiro silenciar.
Sempre acreditei que se os revelasse,
ou se a eles desse algum crédito,
poderiam até se concretizar.
Será superstição ou ilusão
de que deles posso escapar ?
Certamente não sei responder
e por mais que tente, não consigo mudar.
O único medo que à vezes me inquieta
é que o quarto escuro não mais suporte
tantos segredos abrigar.
Mas caso a porta se rompa,
deixando por ela todos passar,
os enfrentarei, coragem não me há de faltar.
O amor e a fé fazem parte de mim,
haverá uma força maior a me ajudar.
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115-Medo
Liliane Rocha
O medo ronda os lados
Rouba sonhos dourados
Derruba castelos ao vento
Tolhe sentimentos
Medo que tem gosto amargo
Que trava na boca os dentes
Dissimula um sorriso largo
Induz uma fuga premente
Chega quase invisível
Instala-se dentro da gente
Faz-nos sentir vulnerável
Torna-nos seres impotentes
São tantas formas
de medo
Que até dá medo em pensar
Mas o que tenho mais medo
É deixar o medo dominar
Nos momentos em que ele
é atroz
Ouço em mim uma voz
Trilho pelos caminhos da fé
Ergo os olhos para céus...
Nada mais tenho a temer
Meu escudo é você...
Meu Senhor... Meu Deus!
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116-Medos da Alma
Otto Bräutigam
Quando das trevas surge
o medo
O homem logo entra em pânico
Não revela a ninguém seu segredo
E vira refém desse ato satânico
A sua alma permanece aturdida
O coração bate descompassado
No peito fica aberta uma ferida
E sente-se triste e muito cansado
Mas o homem que tem garra
e fé
Não desanima e segue em pé
Luta contra o medo até vencer
Quem ama a vida nunca
se entrega
Acredita sempre e não desiste da refrega
Pois sabe que a vontade de Deus vai prevalecer
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117-Medos da Alma
Betina
Os medos de minha alma
É se sentir só,
Sentir s/ esperança.
O maior medo de minha alma:
É perder o mais sublime sentimento, que Deus nos deu:
O AMOR.
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118-“A Morte e o medo”
Maria Inês Possolo
A morte é algo ingrato, feliz só quem parte, nós que ficamos estamos sempre a
lamentar a perda,
a ausência, mas quando vivos estão, nossos entes queridos, nem
sempre estamos
juntos.
Só com a partida sem solução, sem dia para voltar, sem
hora para chegar, que nos
damos conta do tempo
precioso que perdemos longe desse ser que hoje choramos ao não encontrar.
Corremos para tudo, para trabalhar, passear, viajar, ou qualquer outra coisa
que
momentaneamente achamos
mais
importante que os que amamos, ou seja, na maioria das vezes estamos em primeiro
lugar, até na morte
do ser querido,
porque nem saberemos se ele queria mesmo partir ou aqui ficar.
A morte apenas nos prova o tamanho de nosso egoísmo, não sabemos
nos libertar
daquele que parece nos
pertencer!
Só quando a nossa hora chegar é que de fato iremos saber deixar
partir as pessoas
que amamos,
pois nós é que teremos que deixá-los.
Nesse exato momento tomamos consciência que a ninguém pertencemos
e que
nada temos.
Por isso partimos felizes, nesse minuto entre as batidas fracas do coração
e o
pouco ar respirado ,
sentimos a liberdade de existir, o prazer de sermos livres para partir em
paz,deixando o medo para
trás.
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119-MEDO DA SORTE
(Grazi Henriques Ventura)
Nem loteria, loto, nem
bingo
Nem sorteios ou carnês...
E se a sorte brinca comigo,
E eu ganho, e faço o que?
O que?
O que eu quero e não
conta
O que eu sonho e não possa.
Porque a minha vontade,
Não é a vontade "nossa."
Um pouco de liberdade,
E um pouco de prazer. . .
Ai! Quem me dera esta sorte,
Prá fazer o que eu quizer!
Assim, não compro
nem jogo,
Pois posso um dia ganhar.
E vou me sentir livre, gente.
Vou querer me realizar.
Grazi - 02-9-99
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120-Medos da Alma
Carlos Silva
O Medo me sai da alma
Mas a vida está calma
E medo de nada me apavora
A não ser quanto tenho que ir embora.
Embora de onde se nunca
me afastei daqui?
Mas o medo tenta me empurra e teimosamente digo: não vou.
Mas, tremulando a voz,
ouço a voz do medo tentar me espantar.
Encorajado pelo deconhecido sentimento,
Enfrento e distorço a sua visita expulsando-a de perto de mim.
Mas tenho medo, que o
medo não tenha medo de mim.
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