Quaresmeira
Percebo-te desvelada aos olhos fitos nesta
serra
Descortino tua áurea colorida de novo tempo
iniciado
recobro-me os dissabores previsto de tarde o
luto terra
Tuas
cores são mentirosas em teu encanto
sofro calado
Recolho-me em minhas dores para frutal de
renovação
Rompo
o lacre e sementeio o perdão à forja do
trabalho
Aposto
em meus instintos saboreio o canto da
pacificação
Teu
dito excluso é de tua própria exclusão que
embaralho
Fartei-me da ignorância do ponto partido de estrelas
anãs
Cansei-me de teus dizeres sem nexo em contexto
amargurado
do
estrelismo que propagas não notastes luzes
irmãs
Cega-te teu orgulho pois que o véu perde a cor do
azulado
Imanta-te aos descamisados aos farrapos da vaga
moral
Certo
que dos mendigos os piores são os mendigos
morais
tais
quais os avarentos que vivem como pobres e morrem
ricos
viverás com tuas verdades insólitas e morrerás com tuas
mentiras.
Aleluia!...
Princips
13/04/06
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