![]() O jugo de um Poeta
Era demasiada a cruz das sinas
julianas...
passou o poetar de cânticos
longínquos
ouviu-se o labor de letras
cristianas...
Gritou seu temor em espasmos
profícuos
Sentou-se margiando as luzes à
deriva
encontrou o rito mágico da terra
elevava
acreditou-se, o poeta, de esperança
viva
Chorou seu clamor e de seu peito
rasgava
Descortinou o horizonte sombriu,
calou,
chorou, teve morto, absorto
e contrito,
aflito, pelejou, dia esse o céu
desabou...
Rubro céu!
Mas o Poeta, ora ele, vi-o
renascer...
suas alvas mãos, seus finos dedos
agéis...
ah coração...soprara novamente aos
frágeis!
|